A Defesa Civil e a Integratio, empresa que desenvolve em Congonhas o Plano de Contingenciamento Integrado (Plancon-i) no âmbito do PMSB, estão unificando os planos de evacuação das mineradoras instaladas no município. Assim, as comunidades que se localizam próximas às estruturas de depósito de rejeito ou água, como toda a cidade, vão ter disponíveis informação mais clara e condições adequadas para agirem, em caso de necessidade.
Durante uma visita técnica realizada no dia 19 de fevereiro, a Defesa Civil apontou a necessidade de revisão em cerca dez pontos de encontro (locais seguros, para onde as pessoas devem se dirigir, caso necessário) dos 83 criados em áreas de influência de barragens em Congonhas.
A unificação dos planos de evacuação das empresas que possuem barragens é mais uma etapa em curso do Plano Municipal de Segurança de Barragens (PMSB), proposto pela Prefeitura de Congonhas e que conta com a adesão voluntária das empresas CSN Mineração, Gerdau e Vale. O objetivo principal é promover a máxima segurança para as comunidades localizadas nas áreas de influência destas estruturas.
O número necessário das zonas de autossalvamento foi apontado pela sobreposição das três manchas de inundação identificadas pelos planos de evacuação das empresas mineradoras. São consideradas barragens instaladas em Congonhas, mas também em cidades vizinhas.
“Ao validar os pontos de encontro, conforme a legislação, oferecemos locais seguros para a população em todos os cenários previstos no PMSB. Até então, a existência de três planos de evacuação dificultava o entendimento por parte da população. Vamos evitar assim que uma rota de fuga de uma barragem direcione as pessoas para a área de inundação de outra. No geral, foi muito bom o trabalho da Integratio ao identificar estes pontos comuns de autossalvamentos”, afirma o coordenador da Defesa Civil de Congonhas, Wagner Cordeiro Matosinhos.
O padrão estadual para se criar um ponto de encontro estabelece, por exemplo: estar fora da mancha de inundação, o mais próximo possível da comunidade, um limite de pessoas por metro quadrado, tamanho e nomenclaturas das placas de rota de fuga.
Assim que for definida a localização de todos os pontos de encontro, terá início a instalação, por todo o município, de mais de 2.500 placas de sinalização das rotas de fuga até eles. Em seguida, haverá novos treinamentos e simulados, com a participação efetiva da população.
De acordo com o coordenador da Defesa civil Municipal, “a população não precisa se assustar com a instalação de tanta placa pela cidade. Isto não aponta aumento de risco. O objetivo do Plano Municipal de Segurança de Barragens é aumentar consideravelmente o nível de segurança. Estamos cumprindo rigorosamente a legislação”.
Tão logo estas placas sejam instaladas, serão realizados testes de evacuação em mais áreas de influência de barragens. E mais à frente, acontecerá um simulado envolvendo todo o município e as empresas que possuem estas estruturas. É intenção do PMSB implementar a cultura de prevenção.
“Pedimos à população que participe desses simulados, porque eles é que vão validar oficialmente os pontos de encontro. O tempo de evacuação tem de ser menor do que o do avanço do rejeito ou da água. A validação feita durante a visita técnica este mês foi somente no quesito facilidade de acesso a eles. Não pode haver, por exemplo, obstáculos, nem encostas entre a área de influência da barragem e o ponto de encontro”, diz Wagner Matosinhos.








